O Rio de Janeiro do século XIX — Retratado na arte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves até o final do Brasil Imperial.

 

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, tomada da Ilha das Cobras em cerca de 1847, por Manuel Costenla, período joanino e Brasil Império.

Imagens de uma cidade em transformação: a Missão Artística Francesa e os viajantes que moldaram o imaginário do Rio

O Rio de Janeiro do século XIX registrado por artistas da Missão Francesa e viajantes estrangeiros, revelando a paisagem urbana, o cotidiano e a transformação da cidade do período joanino ao Império. Uma viagem visual pelo Rio de Janeiro do século XIX, da Missão Artística Francesa aos viajantes estrangeiros, revelando a cidade, seu cotidiano e suas transformações históricas.

A Missão Artística Francesa idealizada por Antônio de Araújo de Azevedo (1754-1817), Conde da Barca, que ocupava o cargo de ministro da Marinha e Domínios do Ultramar, foi um grupo de artistas que veio ao Brasil no período de Dom João VI e deixou uma forte influência na arte brasileira.


António de Araújo e Azevedo, o conde da Barca. Em litogravura por Gregório Francisco de Queirós (1768-1845), cerca de 1804. Biblioteca Nacional de Portugal.
António de Araújo e Azevedo, o conde da Barca. Em litogravura por Gregório Francisco de Queirós (1768-1845), cerca de 1804. Biblioteca Nacional de Portugal.

Sua vinda foi um marco definitivo das transformações do Brasil naquela época, é uma memória viva do Rio de Janeiro no início do século XIX. O grupo saiu da França em janeiro e chegou ao porto do Rio no dia 26 de março de 1816. Essa iniciativa trouxe para a cidade uma comunidade de artistas que trabalhou diretamente na docência e na produção constante de trabalhos cujos temas principais eram a vida urbana e a paisagem cariocas. E, os nomes que compunham a comitiva de 1816 incluem alguns dos que marcariam definitivamente nossa visão e imaginário sobre o Rio: os pintores Jean-Baptiste Debret e Nicolas-Antoine Taunay, os escultores Auguste-Maria Taunay e François Bonrepos, o gravador Charles-Simon Pradier, o mecânico François Ovide, o ferreiro Jean-Baptiste Level, o serralheiro Magliori Enout, os curtidores Pelite e Fabre, os carpinteiros Louis Jean  e Hyppolite Roy e os arquitetos Louis Uerier, Charles Levasseur e Auguste Henri Victor Grandjean de Montigny. 

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Largo do Paço em 1829, por Jean Baptist Debret, período joanino e Brasil Império.
Largo do Paço, 1829 — por Jean Baptist Debret.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a aclamação de Dom Pedro I, Imperador do Brasil, no Campo de Sant'Ana em 1835, por Jean-Baptiste Debret, período joanino e Brasil Império.
Aclamação de Dom Pedro I, Imperador do Brasil, no Campo de Sant'Ana, 1835 — por Jean-Baptiste Debret.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando cena de carnaval em 1823, por Jean-Baptiste Debret, período joanino e Brasil Império.
Cena de Carnaval do Rio de Janeiro, 1823 — por Jean Baptiste Debret.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a entrada da Baía de Guanabara e da Cidadea partir do terraço do Convento de Santo Antônio em 1816, por Nicolas Antoine Taunay, período joanino e Brasil Império.
Entrada da Baía de Guanabara e da Cidade do Rio a de Janeiro a partir do terraço do Convento de Santo Antônio, 1816 — por Nicolas Antoine Taunay.

Esse grupo completo de profissionais da arte chega em uma cidade cuja cena artística local era limitada a poucos nomes que marcaram época (caso de pintores e entalhadores como José de Oliveira Rosa, Leandro Joaquim, João de Sousa, Manuel da Cunha ou do grande Mestre Valentin) e cuja maioria tinha forte vínculo com a temática religiosa. Outro ponto importante na relação do Rio com as artes nesse período era o fluxo constante de artistas viajantes que vinham em procura de novas paisagens, como foi o caso dos ingleses Emeric Essex Vidal, Maria Graham, Charles Landseer e Henry Chamberlain, ou do austríaco Thomas Ender (membro de outra missão pouco falada, a Missão Austríaca, que acompanhou a comitiva da arquiduquesa e futura imperatriz D. Leopoldina e trouxe, além de Ender, nomes como Johan Baptiste von Spix e Carl Friederich von Martius).

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Região do Valongo em 1817, por Thomas Ender, período joanino e Brasil Império.
Região do Valongo, 1817 — por Thomas Ender.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Catete e o Vale das Laranjeiras em 1818, por Thomas Ender, período joanino e Brasil Império.
O Catete e o Vale das Laranjeiras, 1818 — por Thomas Ender.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Outeiro da Glória e Pão de Açúcar em 1818, por Thomas Ender, período joanino e Brasil Império.
Outeiro da Glória e Pão de Açúcar, 1818 — por Thomas Ender.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Tijuca em 1825, por Thomas Ender, período joanino e Brasil Império.
Tijuca, 1825 — por Thomas Ender.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Baia de Botafogo em 1822, por Henry Chamberlain, período joanino e Brasil Império.
Baia de Botafogo, 1822 — por Henry Chamberlain.

Cena no Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Mercado em 1822, por Henry Chamberlain, período joanino e Brasil Império.
Mercado, 1822 — por Henry Chamberlain.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Outeiro da Glória em 1822, por Henry Chamberlain, período joanino e Brasil Império.
Outeiro da Glória, 1822 — por Henry Chamberlain.

Os frutos duradouros da Missão Francesa os incluem como um momento decisivo na construção de saberes, instituições e trabalhos que até hoje ressoam na vida da cidade.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Baía de Guanabara vista da Ilha das Cobras em 1828, por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
Baía de Guanabara Vista da Ilha das Cobras, 1828 — por Félix Taunay.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Praia Grande de São João de Icaraí em1828, por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
Praia Grande de São João de Icaraí, 1828 — por Félix Taunay. 

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, “La Barre de Rio de Janeiro” em 1825, por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
La Barre de Rio de Janeiro, 1825 — por Félix Taunay.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Cascatinha Tsunay na Floresta da Tijuca em 1825, por Félix Taunay, período joanino / Brasil Império.
Cascatinha Tsunay na Floresta da Tijuca, 1825 — por Félix Taunay.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, tomada da Ilha das Cobras em 1821, por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
 Vista da Cidade do Rio de Janeiro tomada da Ilha das Cobras, 1821 — por Félix Taunay.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Centro da Cidade visto do Morro do Castelo em 1826, por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
Centro do Rio de Janeiro visto do Morro do Castelo, 1826 — por Félix Taunay. 

Cena da aclamação de Dom Pedro I no século XIX no Rio de Janeiro em 1822, retratada por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
Aclamação de Dom Pedro I, 1822 — por Félix Taunay.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Baía de Guanabara vista da Ilha das Cobras em 1826, por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
Baía de Guanabara Vista da Ilha das Cobras, 1826 — por Félix Taunay. 

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Centro da Cidade em 1828, por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
Vista do Rio de Janeiro, 1828 — por Félix Taunay.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Rua Direita em 1823, por Félix Taunay, período joanino e Brasil Império.
Rua Direita no Rio de Janeiro, 1823 — por Félix Taunay. Vista da Rua Direita (atual Primeiro de Março), a sua direita é a Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo e atrás dela o Convento do Carmo, ainda com a passarela que o ligava ao Paço Imperial, a qual era usada por Maria I de Portugal para acessar o convento.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando os Arcos da Lapa em 1820, por Henry Sargant, período joanino e Brasil Império.
Arcos da Lapa, 1820 — por Henry Sargant.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando as montanhas da Tijuca em 1822, por John Clark, período joanino e Brasil Império.
Montanhas da Tijuca, 1822 — por John Clark.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando os Arcos Lapa em 1825, por Jacques Étienne Victor Arago, período joanino e Brasil Império.
Arcos Lapa, 1825 — por Jacques Étienne Victor Arago.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Rua São Clemente em 1832, por Willian Smith, período joanino e Brasil Império.
Rua São Clemente, 1832 — por Willian Smith.

Cena do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Rua do Ouvidor em 1844, por Eduard Hildebrand, período joanino e Brasil Império.
Rua do Ouvidor, Rio de Janeiro, 1844 — por Eduard Hildebrand.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o colégio de meninas dirigido Madame Hitchings, em Botafogo no ano de 1845, por Alfred Martinet, período joanino e Brasil Império.
O colégio de meninas dirigido Madame Hitchings, em Botafogo, 1845 — por Alfred Martinet.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Enseada de Botafogo em 1847, por Adalbert Heinrich Wilhelm, Prinz von Preussen, período joanino e Brasil Império.
Enseada de Botafogo, 1847 — por Adalbert Heinrich Wilhelm, Prinz von Preussen.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Praia Dom Manuel e o Cais Pharoux em 1847, por A. Hastrel, período joanino e Brasil Império.
Praia Dom Manuel, Cais Pharoux, 1847 — por A. Hastrel.

Cena do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o desembarque em 1835, por Johann Moritz Rugendas, período joanino e Brasil Império.
Desembarque, 1835 — por Johann Moritz Rugendas.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Largo da Carioca em 1850, por Eduard Hildebrandt, período joanino e Brasil Império.
Largo da Carioca, Rio de Janeiro, 1850 — por Eduard Hildebrandt.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Pão de Açúcar em 1859, por Charles Landseer, período joanino e Brasil Império.
Vista do Pao de Açucar, 1859 — por Charles Landseer.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a margem da Lagoa Rodrigo de Freitas em 1888, por Nicola Antonio Facchinetti, período joanino e Brasil Império.
Margem da Lagoa Rodrigo de Freitas, 1888 — por Nicola Antonio Facchinetti.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Lagoa Rodrigo de Freitas em 1887, por Nicola Antonio Facchinetti., período joanino e Brasil Império.
Vista da Lagoa Rodrigo de Freitas, 1887 — por Nicola Antonio Facchinetti.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Fortaleza São Sebastião no Morro do Castelo em 1892, por Gustavo Dall Ara, período joanino e Brasil Império.
Fortaleza São Sebastião no Morro do Castelo, 1892 — por Gustavo Dall Ara.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Praça XV de Novembro em 1876, por A. J. Tavares, período joanino e Brasil Império.
Praça XV de Novembro, 1876 — por A. J. Tavares.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Enseada do Botafogo em 1869, por Nicola Antonio Facchinetti., período joanino e Brasil Império.
Enseada do Botafogo, 1869 — por Nicola Antonio Facchinetti.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Rua Direita em 1865, por Emil Bauch, período joanino e Brasil Império.
Vista da Rua Direita (atual Primeiro de Março) com a Igreja Nossa Senhora do Monte do Carmo e a Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé a esquerda e Praça D. Pedro II (antigo Largo do Paço e atual Praça XV de Novembro) a direita, Rio de Janeiro, 1865 — por Emil Bauch.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando os Arcos da Lapa e Santa Tereza em 1861, por Victor Frond, período joanino e Brasil Império.
Arcos da Lapa e Santa Tereza, 1861 — por Victor Frond.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Outeiro da Gloria em 1860, por Victor Facchinetti, período joanino e Brasil Império.
Outeiro da Gloria, 1860 — por Victor Facchinetti.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando Sta. Rosa em Niterói no ano de 1892, por Nicola Antonio Facchinetti, período joanino e Brasil Império.
Vista de Sta. Rosa, Niterói, Rio de Janeiro, 1892 — por Nicola Antonio Facchinetti.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a Rua São Clemente em Botafogo no ano de1884, por Bernard Wiegandt, período joanino e Brasil Império.
Rua São Clemente em Botafogo,1884 — por Bernard Wiegandt.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Pão de Açúcar da perspectiva da Rua São Clemente em 1880, por Bernhard Wiegandt, período joanino e Brasil Império.
The Sugar Loaf from Rua São Clemente, Rio de Janeiro, Brazil, 1880 — por Bernhard Wiegandt.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a região do outeiro de Nossa Senhora da Gloria em 1839, por Johann Jacob Steinmann, período joanino e Brasil Império.
Vista de N. S. da Gloria et da Barra do Rio de Janeiro, 1835 — por Johann Jacob Steinmann.

Cena do século XIX, Negresse de Rio de Janeiro: Nègre & nègresse Dans Une Plantation, cerca de 1824, por Johann Moritz Rugendas, período joanino e Brasil Império.
Negresse de Rio de Janeiro — Nègre & nègresse Dans Une Plantation, cerca de 1824 — por Johann Moritz Rugendas.

Cena do século XIX, Negresse de Rio de Janeiro: Vendeur de fruits et de bibelots à Rio de Janeiro, cerca de 1824, por Johann Moritz Rugendas, período joanino e Brasil Império.
Negresse de Rio de Janeiro - Vendeur de fruits et de bibelots à Rio de Janeiro, cerca de 1824 — por Johann Moritz Rugendas.

Cena do século XIX, quitandeira com imigrantes portugueses no Rio de Janeiro, 1882, por Auguste Petit, período joanino e Brasil Império.
Quitandeira com imigrantes portugueses, 1882 — por Auguste Petit.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Palácio Imperial de Petrópolis, cerca de 1855, por Agostinho José da Mota, período joanino e Brasil Império.
Palácio Imperial de Petrópolis (atual Museu Imperial), cerca de 1855 — por Agostinho José da Mota.

Cena do Rio de Janeiro no século XIX, “A Hora do Pão” em 1889, por Abigail de Andrade, período joanino e Brasil Império.
A Hora do Pão, 1889 — por Abigail de Andrade.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a entrada do Passeio Público em 1835, por Carl Wilhelm von Theremin, período joanino e Brasil Império.
Entrada do Passeio Público, 1835 — por Carl Wilhelm von Theremin.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando a mureta da Glória vista do Passeio Público em 1884, por Rosalbino Santoro, período joanino e Brasil Império.
Mureta da Glória Vista do Passeio Público, 1884 — por Rosalbino Santoro.

Cena do século XIX, “Panorama da Cidade de Rio de Janeiro” em 1854, por Eugène Cicère, período joanino e Brasil Império.
Panorama da cidade de Rio de Janeiro, 1854 — por Eugène Cicère.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, tomada do Morro de Santo Antônio, cerca de 1855, por Iluchar Desmons, período joanino e Brasil Império.
Panorama da Cidade do Rio de Janeiro tomado do Morro de Santo Antônio, cerca de 1855 — por Iluchar Desmons.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o panorama da baía tomado de São Cristóvão em 1861, por Charles Ribeyrolles, período joanino e Brasil Império.
Panorama da baía (Tirado de São Cristóvão), 1861 — por Charles Ribeyrolles.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Paço da Cidade em 1818, por Karl Wilhelm von Theremin, período joanino e Brasil Império.
O Paço da Cidade, 1818 — por Karl Wilhelm von Theremin.

Vista do Rio de Janeiro no século XIX, retratando o Largo do Paço, por Victor Frond, 1861, período joanino e Brasil Império.
Largo do Paço atual Praça XV de novembro, ao fundo, o Paço Imperial, a Capela Imperial e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Litografia de Victor Frond, 1861.

As imagens reunidas nesta postagem não são apenas registros artísticos, mas fragmentos de memória de uma cidade que se transformava rapidamente. Antes das grandes reformas urbanas do final do século XIX e início do XX, o Rio de Janeiro aqui retratado revela uma paisagem híbrida: corte e colônia, modernidade e tradição, escravidão e circulação cosmopolita. A Missão Artística Francesa e os viajantes estrangeiros legaram um acervo visual que ainda hoje molda nosso imaginário sobre a cidade, permitindo que revisitemos um Rio que já não existe, mas que continua a fundamentar nossa compreensão histórica, urbana e cultural do Brasil.

Este conjunto de imagens convida o leitor a observar o Rio de Janeiro para além da nostalgia: como um espaço histórico em disputa, construção e permanência. Quais dessas imagens mais dialogam com a cidade que ainda reconhecemos hoje?

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